quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ibama desmonta garimpo ilegal em Altamira

O Ibama fechou um garimpo clandestino de cassiterita dentro da Floresta Nacional de Altamira, a 50 quilômetros de Moraes de Almeida, localidade às margens da rodovia BR-163, que liga Santarém a Cuiabá. O resultado da operação foi divulgado nesta terça-feira (8/7). Os três responsáveis foram presos em flagrante e encaminhados à Seccional da Polícia Civil em Itaituba. Os trabalhadores encontrados no local, vivendo em condições muito precárias, prestaram depoimentos e foram liberados.

Os responsáveis pela devastação foram autuados por causar danos a Unidade de Conservação e por fazer funcionar empreendimento potencialmente poluidor, no caso a mineração, sem licença válida. As multas aplicadas totalizam R$ 1.245.000 (um milhão, duzentos e quarenta e cinco mil reais). Na ação, os servidores apreenderam um caminhão e um trator de esteira D-9, além de dois separadores de minérios, bombas d´água, motores e geradores utilizados na exploração mineral, e uma espingarda calibre 12. Também ficaram apreendidas dez toneladas de cassiterita (minério de estanho) e pedras de topázio e quatzo.

A equipe de fiscalização retornou ao garimpo, com o apoio do Exército Brasileiro, para desmontar e retirar os equipamentos apreendidos da área. Os garimpos ilegais provocam danos ambientais de grandes proporções, pois implicam desmatamentos, assoreamento e contaminação dos recursos hídricos por substâncias tóxicas, com grande risco para a saúde tanto das pessoas que trabalham na atividade ilegal, geralmente sem equipamentos de proteção individual, como para as populações que utilizam a água e os recursos pesqueiros dos cursos d´água poluídos, além de dizimar a fauna e a flora aquáticas.

“Os garimpos clandestinos, os desmatamentos e a extração ilegal de madeira em unidades de conservação infelizmente geram grandes lucros no Oeste do Pará, muitas vezes é o crime organizado que os alavanca”, afirmou o gerente regional do Ibama em Santarém, Daniel Cohenca. Os crimes ambientais na região muitas vezes estão ligados a outros ilícitos, como a grilagem de terras, a exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão e a pistolagem, mas “o combate aos ilícitos está cada vez mais severo, pois é a manutenção da saúde ambiental da região que está em questão”, concluiu Cohenca.

A operação Garimpeira age a partir da base operativa em Moraes de Almeida, no município paraense de Itaituba, tem o apoio das polícias Civil e Militar do Pará, e faz parte da Guardiões da Amazônia, do Ibama, cujas ações de combate ao desmatamento e outros crimes ambientais no oeste paraense estão sob coordenação da gerência do órgão em Santarém.

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