terça-feira, 22 de maio de 2007

Empresários de ônibus esclarecem proposta de reajuste da tarifa urbana

Eles dizem que o preço da passagem está defasado há mais de cinco anos. O secretário do Sindicato das Empresas de Transporte Público de Santarém (Setrans), Edson Veras, em entrevista à reportagem do Jornal Tapajós, enfatizou que o reajuste da tarifa sempre foi um assunto discutido pela base política, e o lado das empresas nunca foi respeitado. Ele aponta os gastos com combustíveis, peças e pessoal, além das responsabilidades tributárias como fatores de cálculo para o reajuste. Outro fator seria a defasagem do preço da tarifa do transporte coletivo, que, segundo o secretário, que também é empresário do setor, está defasada há mais de cinco anos.
Um estudo encomendado pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Santarém concluiu que, nos últimos sete anos, o transporte coletivo perdeu passageiros; sofreu sucessivos aumentos de consuntíveis, encargos e peças, além da carga tributária, adicionada de alguns novos impostos. Em 2000, o setor era composto por doze empresas, com frota de cento e vinte e três ônibus, percurso de setecentos e quatro quilômetros e um total de três mil quatrocentos e setenta passageiros por mês.
Atualmente, um levantamento identificou mudanças significativas nos números. Apenas noventa ônibus de oito empresas estão em operação; o percurso aumentou para novecentos e quinze quilômetros e o número de passageiros caiu 30,4%. As empresas argumentam, com base nesses estudos, que o preço da passagem foi defasando ao longo dos anos. O levantamento também foi usado como base para a proposta de reajuste. Eles querem que o preço da passagem de ônibus seja elevado para R$ 1,80 (um real e oitenta e oito centavos).
A proposta de reajuste foi encaminhada à Secretaria de Transporte de Santarém na última sexta-feira (18). O secretário solicitou um pequeno prazo para encaminhar o documento à prefeitura e, em seguida, apresentar o primeiro parecer sobre o assunto.
Mauro Torres

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