segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Ambulâncias do SAMU estão paradas há sete meses


Darte Vasques
Jornal de Santarém
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) continua sem funcionamento. As cinco ambulâncias que deveriam ser utilizadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), estão paradas no estacionamento do Hospital Municipal. O posto de funcionamento do Samu está pronto e fica anexo ao Hospital Municipal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência é um serviço desenvolvido pela Secretaria de Saúde do Estado do Pará, em parceria com o Ministério da Saúde e as Secretarias Municipais de Saúde do Estado organizadas macrorregionalmente. O serviço é responsável pela regulação dos atendimentos móveis de urgência e pelas transferências de pacientes graves da região.
Há seis meses, as obras do prédio onde deveria funcionar o Samu foram concluídas. As ambulâncias chegaram ao município em meados de janeiro. Mas mesmo assim, o serviço continua sem ser oferecido. Dentro do prédio, no lugar onde deveria funcionar a central de atendimento, não há nada, somente em uma das salas está guardado um dos equipamentos encaminhados pelo Ministério da Saúde: uma incubadora neonatal que foi encaminhada em agosto de 2006.
Segundo o titular da Semsa, Emmanuel Silva, o Ministério da Saúde ainda não forneceu os equipamentos internos que devem ser instalados, tanto no prédio quanto nas ambulâncias. “Falta o sistema de radiofonia, de rádio-transmissor, e outros equipamentos, como mesa e computadores. E nós ainda aguardamos a vinda de equipamentos que vão ser colocados dentro das ambulâncias”, disse o titular da Semsa.
De acordo com o Emmanuel Silva, o Ministério da Saúde precisou mudar de fornecedores, o que justifica a demora. “Houve um problema no Ministério com um dos fornecedores e eles tiveram que fazer uma nova licitação e contratar novos grupos fornecedores. Não só o Samu de Santarém, mas outras unidades do país estão sem equipamentos”, explica o secretário.
O governo federal para melhor atendimento no município, repassou a Semsa, R$ 100 mil (cem mil reais) para a construção da parte de infra-estrutura. Uma base foi construída ao lado do local onde funciona o serviço 192, para que tão logo que fosse concluída a obra, mais R$ 150 (cento e cinqüenta mil reais) seriam encaminhados para a aquisição de equipamentos e núcleos de educação e urgência, bem como os meios de transportes.
Mas, segundo a assessoria do Ministério da Saúde, foi enviado em setembro de 2006, R$ 100 mil para a construção e reforma da Central de Regulação Médica do Samu de Santarém. Além do incentivo financeiro, o Ministério da Saúde doou à Secretaria de Saúde de Santarém cinco ambulâncias sendo, três de suporte básico (USB), uma de suporte avançado (USA) e uma de reserva técnica a ser utilizada em caso de manutenção das demais ambulâncias. As ambulâncias de suporte básico e suporte avançado foram enviadas à Secretaria Municipal de Saúde em janeiro deste ano. Já a ambulância de reserva técnica foi encaminhada ao município no mês de março, além de um oxímetro e aspiradores que foram enviados em outubro de 2006.
Emmanuel Silva informou que “alguns equipamentos já estão lá, mas você não pode, só com um tipo de equipamento, colocar o sistema pra funcionar”. O secretário destacou também que o grupo que irá trabalhar no Samu será capacitado pelo setor especializado de treinamento da Secretaria de Saúde do Estado. “O Estado vai entrar em parceria e em breve nós vamos trazer esse pessoal para realizar o treinamento do grupo que irá funcionar no Samu”.

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